20 de mai de 2014

A epopeia do Pacificador- Desarticulando a “hidra Anárquica” no Maranhão.

A epopeia do Pacificador- Desarticulando a “hidra Anárquica” no Maranhão.



          (Luis Alves de Lima e Silva) “Deixava na cidade a mulher e duas filhas, Luiza, de 6 anos, e Ana, com 3. Seguia para combater uma rebelião”... (Maranhão)
                   Duque de Caxias O homem por trás do monumento – Adriana Barreto de Sousa pg, 283.


O Poema

É breve o adeus do herói – a esposa chora,
A jovem, bela esposa; as inocentes
Filhinhas, a quem tanto o pai adora,
Choram também dos braços seus pendentes
Como dois anjos que prender intentam
As duas partes caras,
Que de amor puro, unidas se alimentam
Maranhão, Maranhão, tu as separas!
                                       (Gonçalves de Magalhães, Ode Pacificador)



Exulta, oh Maranhão, eu te saúdo,
Eis o teu salvador! Enxuga o pranto,
Tens por ti sua espada, e seu escudo:
Comigo entoa da vitória o canto.
                                          (Gonçalves de Magalhães, Ode Pacificador)      



        “Maranhenses!, Mais militar que político, eu quero até ignorar os nomes dos partidos que por desgraça entre vós existam. Deveis conhecer a necessidade e as vantagens da paz, condição da riqueza e da prosperidade dos povos; e confiando na divina providência, que por tantas vezes nos tem salvado, espero  achar  em vós tudo que for mister para o triunfo da nossa santa causa.” ( Primeira proclamação no dia de sua posse no Maranhão – caixa 808 da coleção Caxias, Arquivo Nacional do RJ)

       “Tão logo chegou à corte, o Imperador promoveu Luis Alves de Lima ao posto de Brigadeiro de seus exércitos – primeiro nível do Generalato – e o agraciou com o título de Barão, deixando à sua escolha  o nome com o qual seria  admitido nos círculos da nobreza. Luis Alves escolheu Caxias. A justificativa quem dá é o Padre – biógrafo Joaquim Pinto de Campos. A cidade, segunda em importância no Maranhão, simbolizava a rebelião subjugada. Tinha sido a mais afligida pelos “horrores da guerra” , sendo tomada e retomada pelas forças Imperiais. Mas essas não foram as únicas demonstrações de reconhecimento do jovem Imperador. Desde agosto de 1840, Luis Alves era também veador das princesas Imperiais.”
                   Duque de Caxias O homem por trás do monumento – Adriana Barreto de Sousa, pg 335.

                             Gutemberg Castro (Cpeb)

2 comentários:

  1. Confesso que nunca li a respeito do Patrono do Exército Brasileiro, o nosso Duque de Caxias; o meu foco sempre foi D. Pedro II, graças a este belo artigo, despertou-me o desejo de estudar sobre o Herói e Nobre Militar do ex-Império do Brasil.
    Cumprimentos

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  2. Que bom que despertou em ti esse sentimento meu nobre. Estou a disposição.
    Abraços fraternos.

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